Especialistas de Growth Hacking dão suas opiniões sobre as estratégias que ganharam mais destaque.

Tempo de leitura: 13 minutos

Se você já é leitor do MercadoHack, sabe que nosso propósito é te ajudar nas suas estratégias de marketing de vendas. Se você não leu ainda, dê uma paradinha que tem muitas dicas imperdíveis.

Neste artigo, iremos mostrar as opiniões de alguns especialistas em Growth Hacking sobre as estratégias que ganharam mais destaque neste ano. Se você tem curiosidade para saber o que será tendência no mundo do marketing digital, esse artigo irá te dar a dianteira em relação a seus concorrentes. Vamos começar?

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1- Chatbots

“Porém, eu tenho uma teoria de que neste ano (muito por conta da maturidade das soluções existentes hoje no mercado e da experiência que várias empresas tiveram) será um divisor de águas, onde cada uma entenderá, como encaixar os chatbots em sua empresa. “ – Marcelo Wagner

Marcelo Wagner, palestrante, Co-founder e CMO da WhatsShare aposta que a grande estratégia para este ano são os chatbots. Em nossa entrevista, Marcelo fala que os chatbots já existem há algum tempo no mercado e, hoje em dia, diversas startups estão criando essa ferramenta e muitas empresas utilizando-a.

O problema, de acordo com ele, é o fato de que muitas empresas se mostram insatisfeitas com o resultado dos chatbots.

De acordo com Marcelo, os chatbots deixaram de ser uma novidade de amadores e entraram em um mercado onde, definitivamente, trarão resultados. Mas qual seria esse mercado?

Marcelo acredita que será no atendimento das empresas que os chatbots irão de destacar.

Acontece que a ideia dos chatbots ainda é muito dividida. Alguns são a favor e outros, contra. Ainda que a ferramenta se mostre útil em diversos aspectos, principalmente na área de atendimento das empresas, saber utilizá-la ainda é difícil. Marcelo encerra dizendo que em 2019 chegaremos em um meio termo!

Marcelo Wagner é apaixonado por tecnologia e atuante nas áreas de Marketing, Design, UX e CRO, Growth Hacking, e é Co-Fundador e CMO da Whatsshare.


2- Growth Expansion

Outro especialista que resolveu dar sua opinião sobre as estratégias para este ano foi Anderson Palma. Para quem não o conhece, Anderson, além de especialista, é mentor e palestrante na área de Growth Hacking. Com seus catorze anos de experiência em agências, departamentos de comunicação e marketing e vendas, ele resolveu nos contar sobre o que esperar nos próximos meses. Confira:

“Na área de Growth Hacking o que vai ser tendência, já está sendo na verdade,  e foi tendência em 2018.  Em 2019 haverá um volume maior de pessoas fazendo e implantando.  É trabalhar com retenção.” – Anderson Palma

Quem leu nosso artigo sobre “O que é Growth Hacking”, viu que Retenção é um dos estágios do “funil pirata”:

É nele que  a atenção do usuário será mantida para que ele volte novamente à sua empresa (ou conteúdo).

No entanto, Anderson destaca que muitas pessoas ligam a retenção apenas como área de Cs, no entanto, não é apenas o Cs que faz um papel ativo. É importante também  fazer experimentos na área de Retenção. Mas para que serve esses experimentos? Anderson responde:

“Esses experimentos servem para a gente encontrar maneiras de reter esse cliente por mais tempo. Além de possibilitar o aumento do gasto desse cara com a gente, fazendo com que ele venha gastar mais dinheiro. ” – Anderson Palma

A técnica em destaque chama-se Growth Expansion. Para os quereem conhecer a fundo essa estratégia, Anderson indica o livro Customer Success, do autor Lincoln Murphy, pois está muito relacionado com experimentação e trazer boas práticas. Isso faz com que o ticket médio dos clientes seja maior, aumentando ainda mais sua rentabilidade.

Além dos benefícios apresentados, essa nova maneira de encarar a retenção faz com que deixemos de lado, por um momento, essa história de NPS, por simplesmente olhar para a alegria e satisfação dos clientes.

Parece assustador, mas Anderson explica:

“Quando falamos de b2b, isso não é o mais importante, isso é apenas um dos fatores. Em uma empresa b2b você pode ter um usuário muito feliz, e o valor que é pago e gasto com essa empresa pode não fazer mais sentido para a empresa. A partir daí, o financeiro vai pedir para você trocar de ferramenta. São nuances que precisam ser percebidas.” – Anderson Palma

A tendência para este ano, de acordo com Andesron, é olhar para o Growth Expansion.

Anderson Palma é growth hacker, digital marketer. Atuante na área de comunicação há catorze anos em agências, departamentos de comunicação, marketing e vendas de humano para humano e com foco no cliente. 

3- Procure as frutas baixas

Procure onde você vai gastar pouco tempo e dinheiro, e ter muito impacto.

Imagine que sua empresa é um sistema de encanamento e você está colocando toda sua atenção no bueiro, que é a parte que todo mundo vê, e está fazendo um marketing para atrair pessoas.

Porém, parte das pessoas que chegam no seu site não se cadastram;

E quem cadastra não compra;

Quem compra, não compra de novo;

E assim sucessivamente.

Tente desmembrar todos os pontos do ciclo de vida da jornada do cliente e saiba exatamente onde é a melhor forma de trabalhar. – Rodrigo Oliveira

Para te ajudar ainda mais eu fiz uma vídeo aula totalmente GRATUITA sobre Growth Hacking: Leads e Vendas.

Tenho certeza que essa aula irá te ajudar. Principalmente depois de ler esse artigo com tantas dicas de especialistas da área.

“Eu ajudo organizações e profissionais incríveis encontrarem clientes incríveis.”

Rodrigo Oliveira é growth hacker, diretor de marketing no StayApp, Consultor de Funil de Vendas B2B e especialista em ajudar empresas profissionais a acelerarem 10 anos em 3 meses.

 

4- Receita

“Não pode faltar olhar para a linha final, a de receita! Em todos os testes que fazemos, independente da etapa do funil que seja, estamos de olho no Pipedrive, para ver se, no final das contas, adicionamos mais dinheiro à empresa!” – Rodrigo Noll.

A dica do meu xará pode ser um ‘tapa na cara’ de muito profissional que se posiciona como Marketing hoje.

Já escutei muito no mercado que o marketing, publicidade e comunicação são responsáveis apenas por fazer o cliente descobrir a empresa.

No máximo levar o cliente até o balcão ou check-out. Mas, que a venda é responsabilidade da empresa e não deles.

Isso é o maior erro que você pode cometer se quiser se apresentar como um profissional de Growth e crescimento escalável.

O Growth Hacker olha para todo o funil de Growth.

Aquisição, Ativação, Conversão, Retenção, Recomendação e Receita.

Se você não contribui diretamente com o crescimento da empresa (e crescimento significa dinheiro no bolso), você está fora do jogo. Por esse motivo, existe centenas de ferramentas de automação de marketing e vendas que trabalham integradas.

O exemplo que o Rodrigo citou é a Pipedrive, CRM de vendas extremamente simples e fácil de ser utilizado. Combinado ao RD Station, por exemplo, ambos precisam ter ações que refletem em novas ações no outro, tendo em vista trabalhar de igual para igual.

Rodrigo Noll é executivo e empresário com mais de 10 anos de experiência em marketing digital e vendas B2B e B2C.

5- LinkedIn

Quem também separou um tempinho para conversar conosco foi Tony Ventura, Especialista em Novas Tecnologias, palestrante e fomentador da Tecnologia no Mundo. Tony acredita que a rede social LinkedIn irá crescer ainda mais. E para sair na frente com ela, Tony apresenta diversas ferramentas simples e extremamente eficazes de se utilizar. (Não se preocupe, iremos colocar todos os links abaixo!).

“Essas são as ferramentas para você conseguir minimizar seu tempo de trabalho, minimizar seu tempo de esforço e conseguir mais resultados e prospectar clientes de forma automática. ” – Tony Ventura

A primeira ferramenta apresentada é o Photofeeler. Nele, o usuário é capaz de saber o que as pessoas estão pensando de sua foto no LinkedIn. Você é Simpático? Influente? Competente? Isso tudo será respondido.

A segunda ferramenta, e não menos importante, é o Mlabs. Ao contrário de outras plataformas brasileiras, o Mlabs possui tecnologia de ponta e um custo benefício muito bom. Depois da foto, o próximo passo é a criação de conteúdo para o seu LinkedIn. É aí que o Mlabs entra.

Essa ferramenta funciona como agendamento desses conteúdos, tanto de vídeos, fotos e até textos. Você é capaz de agendar as postagens e não precisa ficar sempre conectado para postar um conteúdo.

A terceira e última são duas ferramentas bem semelhantes, o Appear.in e o Daily.co. Nelas, você é capaz de realizar calls, agendar reuniões com apenas um clique.

Tony Ventura é especialista em Novas Tecnologias. Palestrante internacional e fomentador da Tecnologia no Mundo.

6- SEO

Rodolfo Sabino, consultor de SEO, acredita que em 2019 duas coisas vão se destacar no SEO, que são:

1 – Topic Cluster ou Cluster de Conteúdo

2 – Reputação se tornando uma das maiores forças para ranqueamento, com o que o Google chama de EAT (Expertise, Authority and Trust ou Expertise, Autoridade e Confiança / Confiabilidade)

Um cluster de conteúdo contextual é uma estratégia de SEO e Marketing de Conteúdo em que você cria conteúdo topicamente relevante  em torno de um tópico abrangente, e vincula cada parte do conteúdo entre si. Você pode saber mais sobre isso lendo meu artigo Cluster de Conteúdo ou Topic Cluster – A Nova Onda do SEO e do Conteúdo.

E sobre a reputação? As atualizações recentes do algoritmo central, a atualização Medic e as de YMYL (Your Money Your Life, ou conteúdos que podem influenciar a vida e os bens dos leitores) no último ano e a publicação das Diretrizes do Índice de Qualidade indicam, em grande parte, que a reputação de uma empresa é um item fundamental, pois o Google está quantificando a qualidade dos sites e esse é um dos fatores específicos que podem ser vitais para melhorar o ranqueamento.

Quanto à confiabilidade, o Google já está dando destaque para alguns sites sobre algumas marca.

Por exemplo, ao buscar “iPhone mercado livre”, já está sinalizando ao Google que você confia no Mercado Livre para comprar iPhone. E a tendência é esse tipo e sinal ficar cada vez mais forte no resultado das buscas do Google.

 Rodolfo Sabino é profissional com experiência em E-Commerce e Marketing Digital, com grande conhecimento em E-Commerce, SEO, Mídias Sociais, Marketing de Conteúdo e Inbound Marketing, E-Mail Marketing, Automação de Marketing e Internet Ads (Google Adwords, Facebook Ads, Instagram Ads).

7- Automação e Conversões

Analisando a situação econômica atual do Pais, e observando o trabalho junto aos clientes de sua agência de performance de mídia de mercados bastante exigentes como fintechs, startups e vendas online, Guilherme Martins da Costa, fundador e CEO na Presto Performance, acredita que  o mercado quer investir muito em crescimento de vendas, mas ainda é preciso lidar com alguns receios.

Com atrasos na melhoria da atividade econômica, e a incerteza com relação às projeções que podem fazer, tanto para a economia quanto para si mesmas, as empresas estão procurando investir apenas em iniciativas que tragam alta performance e resultados de forma mais consistente – e é aí que estão as oportunidades.

Com o desafio de aumentar a eficiência dos processos e retorno do investimento (que continua reduzido), Guilherme acredita que o a tendência do mercado é continuar potencializando duas frentes:

Uma delas está na automação, ajudando em campanhas de performance e também em conversões, com aumento do uso de chatbots, tanto no messenger quando em chats nos sites.

“Automatizando processos repetitivos estamos conseguindo migrar esforços do nosso time para as etapas do trabalho que fazem maior diferença, como estratégia, fluxos de clientes, jornada de decisão, testing e otimização de conversão.” – Guilherme Martins da Costa.

Além disso, outro pilar que Guilherme sinaliza estar sendo cada vez mais relevante, embora pareça contra-intuitivo, é o enriquecimento das análises feitas pela equipe na experiência dos usuários.

“Aumentar as conversões, em um mercado que tende a sair aos poucos dos formulários e migrar para com chats, tentando facilitar a vida dos clientes, é um caminho natural. Temos clientes que convertem muitos leads em formulários, outros que utilizam chatbots e automações para continuar aprofundando a experiência e prosseguir com as etapas do funil de vendas e clientes em que o melhor a fazer é começar com um chat mais humano mesmo. – Guilherme Martins da Costa.

Segundo Guilherme, entender que o papel do seu site é ser o seu melhor vendedor e estar ali, ajudando seus clientes antes de vender, é o motivo da existência do seu site e de todas as suas iniciativa digitais.

“Não tem como fugir disso. Sua presença digital precisa ajudar seu cliente a resolver o problema dele. É o Job to Be Done, definido há mais de uma década por Clayton Christensen em Harvard. Seu cliente precisa comprar? Então você tem que facilitar este processo de forma que seja a experiência seja o mais fluida possível, porque a tomada de decisão não é racional, mas absolutamente intuitiva e emocional, e é nossa obrigação entender como podemos facilitar este processo de compra, entendendo de psicologia, behavioral economy, UX, etc.” – Guilherme Martins da Costa.

Isso tudo, de acordo com Guilherme, irá gerar mais resultados para campanhas de mídia. Seja com Google Ads, Facebook ou Instagram Ads, LInkedIn Ads, ou qualquer outra plataforma de mídia.

Guilherme Martins da Costa  é fundador e CEO da agência Presto Performance, especializada em gerar vendas para empresas B2B e B2C com campanhas de mídia digital de alto impacto e otimizações de conversão, atendendo clientes no Brasil, na Espanha e em Portugal. Também atua no mercado de startups como advisor de startups, tendo ajudado empresas como Mutual Fintech, Midhaz, Capta, EasyHouses, SegFy e Queremos, é mentor no WeWork Labs e já ajudou startups na aceleradora SEED MG.

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